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sábado, 10 de setembro de 2011

Será o tablet da Amazon um verdadeiro rival para o iPad?


O tablet que a Amazon colocará no mercado ainda neste ano pode ser uma real ameaça à supremacia do iPad. O analista Mark Moskowitz, da JP Morgan, disse em nota aos clientes que a vasta base de usuários da Amazon e os serviços que a empresa oferece colocarão o aparelho em posição favorável diante da Apple, segundo o All Things D.

“Nós acreditamos que a entrada da Amazon no mercado de tablets possa servir de estímulo ao mercado de tablets não-Apple”, disse Moskowitz. O analista comenta que a Amazon tem experiência com hardware (Kindle, seu e-reader, é o mais vendido da categoria) e está disposta a vender a novidade mesmo obtendo prejuízo.

O mercado espera que o Amazon Kindle, como será chamado o tablet, venha com o preço de US$ 250 (a versão mais barata do iPad custa US$ 499 nos Estados Unidos). O aparelho será elaborado, provavelmente, para interagir com produtos e serviços que a Amazon já oferece, como o Kindle, o Amazon Instant Video, Amazon Cloud Player e Cloud Drive.

“Lembre-se de que, como a Apple, a Amazon tem não só um grande espaço para armazenamento de conteúdo móvel, como uma base massiva de registrados (clientes), cartões de crédito, usuários confiáveis a quem pode vendê-lo (o tablet)”, diz o All Things D.

A Forester Research estima que a Amazon consiga vender entre 3 e 5 milhões de tablets neste ano. Hoje, a Apple é líder absoluta nesse segmento. No encerramento do terceiro trimestre fiscal do ano, a empresa vendeu 9,25 milhões de iPads.

Em agosto, um analista afirmou que o iPad será o tablet mais vendido pelo menos até 2020. Será que o Amazon Kindle muda isso?


fonte: Estadao.com

terça-feira, 3 de maio de 2011

Produção de iPhones e iPads no Brasil

A produção de iPhones e iPads da Apple em São Paulo deve começar entre setembro e novembro, segundo Luciano de Almeida, presidente da Investe São Paulo, agência estadual de promoção de investimentos. Almeida participou nesta terça-feira, 3, da inauguração do centro Tecnológico da Alcatel-Lucent em São Paulo. Segundo ele, o acordo para a produção local foi fechado em fevereiro com representantes da Apple, que se encontraram com o governador Geraldo Alckmin.

Os equipamentos serão produzidos pela taiwanesa Foxconn. Segundo Almeida, ainda está sendo definida a cidade em que serão fabricados os aparelhos. As conversas com a Foxconn começaram em abril do ano passado. O presidente da Investe São Paulo disse que o projeto apresentado pela Foxconn possui três fases. A primeira seria a produção da Apple, a segunda, a unificação das fábricas que a empresa tem no Brasil em um só local e a terceira, a fabricação de telas no País.

fonte: Estadao.com/Link

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O que esperar da próxima TV


3D: A opção de 3D será algo padrão não só nas TVs de ponta no médio prazo. Afinal, basta só uma taxa de atualização de 120 Hz (o que já é quase padrão) e um processador de imagem mais rápido. Por enquanto é novidade e por isso as empresas podem cobrar mais caro, mas a possibilidade de passar conteúdo 3D (óculos vendidos separadamente) será não só tendência, mas vital para que a tecnologia pegue.

GINGA: Finalmente o padrão de interatividade de TV digital brasileira começa a decolar. Ele já deu as caras na Copa, em celulares, e aparece em cada vez mais programas. Isso significa que você poderá ver a tabela em tempo real ao assistir o futebol ou responder um quiz sobre a novela (FERA!). Ele estará presente em mais TVs nos próximos meses, já que não consome muitos recursos.

LED TRASEIRO: Hoje já é possível achar uma TV de LCD com iluminação por LED de 32'', Full-HD, por menos de R$ 2.000, algo impensável um ano atrás. Com a banalização do LED, espere agora mais investimento nas TVs com local dimming e processadores de imagem diferentes (como o Bravia 3 e Bright Pro) para que as marcas possam se diferenciar.

CONECTIVIDADE: Cada marca dá um nome para o seu pacote de comunicação da TV com Internet. Mas o fato é que antes de o Google TV aparecer por aqui as TVs terão cada vez mais conteúdo. Espere links diretos para aluguel de filmes (via Saraiva Digital) e programas mais organizados de vídeo e áudio, como os americanos têm em TVs preparadas com Hulu e Pandora. Skype nas TVs da Panasonic e navegador completo nas top de linha da Philips dão uma ideia do que pode vir por aí.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Governança de TI: O que devemos aprender com os Mineiros soterrados no Chile

"Estamos todos bem no refúgio, os 33". Relato dos mineiros após duas semanas do incidente, quando foram encontrados.

Quarta-feira, 08 de setembro de 2010 às 12h32

A perplexidade envolvendo o soterramento dos 33 mineiros chilenos, em agosto de 2010, presos a 700 metros de profundidade, em uma câmera de segurança (com 50 metros quadrados) da mina de São José não se limita pela tragédia propriamente dita. Mais do que preocupação pela vida destas pessoas, fato que nos faz refletir é o exemplo e aprendizado que o episódio nos apresenta, os quais podemos aplicar com precisão em muitos projetos profissionais e corporativos, principalmente em tecnologia da informação. Diversos institutos fundamentais ao êxito de estratégia, projetos, segurança da informação e operações são aclarados quando refletimos sobre como estas pessoas estão lidando com o imprevisto, os quais apresentamos:

1) Auto-Conhecimento

Assim como na mina, mas como em qualquer negócio, sobretudo na área de tecnologia da informação, é indispensável que os envolvidos conheçam bem as carcterísticas do negócio em que atuam. Todo gestor deve ter um mapa de cada processo, sobretudo para que este processo atenda as necessidades do negócio, como cultura, políticas, condições sociais, políticas, geográficas e outras características do negócio. Auto-conhecimento também permite que em operações cada recurso empregado nas atividades corporativas tenham um conjunto de habilidades necessárias. No caso dos mineiros, todos eram cientes dos detalhes mais íntimos desta atividade, bem como conheciam claramente as habilidades de cada um dos integrantes do grupo, consequentemente, concebendo um mapeamento prévio dos recursos à disposição e principalmente, como e quando utilizá-los, em caso de um incidente como o que experimentaram.

2) Análise de Risco

Justamente por conhecerem absolutamente o negócio que operam os mineiros puderam criar uma análise de risco, onde puderam compreender, as vulnerabilidades existentes na operação, as ameaças que atuam sobre estas vulnerabilidades, e principalmente a probabilidade de incidentes ocorrerem. Conhecendo tais fatores, os mineiros conseguiram avaliar o impacto dos riscos e consequentemente, a urgência e prioridade em tratá-los. Com isso, sabendo das condições climáticas do terreno e dos constantes deslocamentos de terras, desenvolveram uma "câmera de segurança", prevendo a hipótese de um incidente desta natureza. Só estão vivos graças a esta análise, que lhe deram informações para decidirem implementar medidas de contingência e abrigo. No ITIL, a análise de risco está no âmbito do gerenciamento da continuidade.

3) Resposta a incidentes

Se os chilenos soterrados não tivessem capacitação para responderem a incidentes desta natureza, com certeza já estariam mortos. Isto fez toda a diferença para eles, e isto faz toda a diferença no seu negócio. Infelizmente, empresas que atuam de forma reativa e não pró-ativa, tendem a perder as rédeas quando um incidente acontece, onde excepcionalmente o resultado é catastrófico. No caso dos mineiros, cada integrante investiu-se da qualidade de um recurso para uma atividade de um processo, cujo objetivo imediato é devolvê-los ao convívio de seus familiares, logicamente, com a preservação da vida. Logo, se arrumaram com uma "solução de contorno", onde buscaram estabelecer uma convivência que primasse pela estabilidade mental, saúde, organização. Não bastasse, realizaram um excelente atendimento ao incidente em primeiro nível, onde muniram de informações as equipes de resgate que estão na superfície, informações estas que foram importantes para definir a melhor alimentação, ventilação, apoio psicológico e principalmente, serviu de insumo para que as equipes de resgate criassem a melhor estratégia para recuperação, com o objetivo de salvar todas as vidas e impedir a desestabilização mental, com consequente depressão. No caso apresentado, se a equipe de segundo nível do incidente, que são os resgatadores que estão na superfície, não tiverem condições para o regaste, deveriam recorrer ao outsourcing ou a terceiros. E assim foi feito eis que a NASA foi chamada para auxiliar à resolução do problema.

4) Plano de contingência e recuperação do desastre

Se eu armazeno históricos de incidentes eu consigo ter "base de situações passadas ou erros conhecidos" e consequentemente me preparar para ao futuro, prevendo ações corretivas e sabendo como agir caso a história se repita. Posso saber que no verão, o risco de deslocamentos de terra é maior, razão pela qual precisarei de estratégias assertivas para que este evento futuro e incerto seja repudiado ou no mínimo tratado. Crio então um plano de contingência, onde defino como deverá ser a comunicação, apoio e operação durante um incidente. Na mina uma fenda com 7 centímetros de diâmetro foi aberta e por ela é que todo o suporte aos mineiros está sendo realizada. Uma decisão acertada e tomada no tempo adequado, certamente fruto do estudo de casos passados semelhantes. Os mineiros foram muito perspicazes em definirem os critérios para ativação do plano de contingência, onde rapidamente desenvolveram os arranjos recíprocos, planos de fortificação (como o pôster da mulher pelada e o jogo de dominó), bem como os responsáveis por colocar em prática cada atividade do plano, com vistas ao objetivo maior: A manutenção da vida, seja a alimentação, a abordagem psicológica, a ventilação, etc. Plano de recuperação de desastres também envolve plano "B", em caso do impedimento dos planos prioritários, como no caso da mina, onde o duto de ventilação poderá ser alargado para servir de resgate.

5) A liderança

Os mineiros podem nem saber a teoria, mas governança (de tecnologia) nada mais é do que o desafio como aplicar liderança, estrutura e processos para que a ti atinja os objetivos de negócios (governança corporativa). Onde temos muitas pessoas envolvidas, sobretudo no tratamento de um incidente catastrófico, é preciso que tenhamos uma matriz de responsabilidades clara e definida, em Governança chamada de matriz RACI (Responsible, Accountable, Consult and Inform), também muito utilizada em projetos. Igualmente, não existe operação ou projeto sem liderança, que pode envolver uma ação, uma mudança ou mesmo a comunicação. Na mina, acertadamente, surgiram as figuras dos lideres, como o religioso e o de comunicação com imprensa. O papel do líder, aqui, é coordenar as atividades e transmitir as necessidades dos mineiros. Na TI não é diferente, onde o líder deve estar em sintonia com a área de negócios e principalmente sensibilizá-la sobre a necessidade de novos processos visando um melhor alinhamento da TI ao negócio. O Líder é o que abraça a causa e define a estratégia de engajamento, cria o "report" e faz com que todos os recursos sejam conjugados para um objetivo comum. Tal ponto foi fundamental para a sobrevida dos mineiros soterrados no Chile.

Conclusões

Tal episódio demonstra claramente que só teoria não é suficiente para que operações, projetos e resposta a incidentes sejam efetivas. A despeito dos catedráticos e amantes da doutrina, o exemplo vem de mineiros, que absolutamente preparados de fato, estão lidando com um incidente grave com absoluta governança e controle, com excelente relacionamento com todos os envolvidos no projeto de resgate. Efetivamente que nada é fácil e o resgate lida com premissas e fatores desconhecidos. Apesar disso, deve-se destacar que a postura destas pessoas tem cooperado contundentemente para ampliar suas chances de sobrevivência. Evidentemente que lições serão tiradas deste fato, e deverão, servir de base para a melhoria contínua de tais serviços, assim como na Governança, onde o alinhamento da ti com o negócio pressupõe o aperfeiçoamento dos serviços (Ciclo de Demming, PDCA), sobretudo, convergindo para que incidentes não mais ocorram, e caso ocorram, sejam rapidamente contingenciados e solucionados em nível temporal aceitável, impedindo o advento do dano, em uma dinâmica constante de "aprender com o erro".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Samsung Galaxy Tab, Vem Aí o Novo Tablet do Mercado!


por Nick Ellis (digital drops)

A Samsung mostrou hoje em seu site o Galaxy Tab, seu novo tablet de 7”, criado sob medida para tentar alcançar o imenso sucesso de vendas do iPad da Apple.

As especificações completas do Samsung Galaxy Tab só serão divulgadas no começo de setembro na IFA Berlin 2010, mas já sabemos que ele vai rodar o Android 2.2, o que me deixou muito animado. Além disto, ele terá uma tela com resolução HD, GPS, suporte nativo ao Adobe Flash, leitor de e-Books e um teclado virtual com o software Swype.

O preço ainda não foi divulgado pela Samsung.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chip com tudo dentro ...

Por Tatiana de Mello Dias (Link - estadao.com.br)

Os brasileiros ganharão uma nova identidade. O documento servirá como identificador não só na vida comum como na digital. E reunirá, em um só cartão, uma porção de dados. Só não se sabe ainda exatamente o quê.

O Registro de Identificação Civil (RIC) deve chegar a alguns brasileiros ainda em 2010. Ele parece um cartão de banco com chip e guardará documentos como CPF, carteira de motorista e título de eleitor, além de informações como filiação e tipo sanguíneo. A proposta é que ele desburocratize o uso e garanta mais segurança. O RIC cadastrará os brasileiros biometricamente e atrelará um número de dez dígitos às impressões digitais. Um sistema parecido já foi adotado há três anos em Portugal (o Cartão de Cidadão) e está sendo implementado no Chile.

O RIC brasileiro deve dar acesso a serviços públicos e privados. Além de armazenar informações biométricas, o chip de 64 kilobytes suporta aplicativos. Poderia ser usado, por exemplo, para transporte público ou cartão de crédito. “O chip pode ter chaves para várias coisas. De cadastro na previdência a parcerias público-privadas”, diz Rafael Thomaz Favetti, coordenador do Comitê Gestor do RIC criado pelo Ministério da Justiça (MJ).

As funções exatas do RIC começam a ser definidas a partir desta semana, quando se reunirá o comitê responsável pelo tema, formado por representantes de ministérios e de regiões do País. O que está em jogo são três questões fundamentais: cidadania, segurança e privacidade.

“Ele nasce como um documento de identificação civil tanto no mundo físico quanto no eletrônico”, diz Célio Ribeiro, presidente da Associação das Empresas de Identificação em Tecnologia Digital (Abrid), organização que está assessorando o projeto.

A reunião das identidades civis levanta algumas discussões. O advogado Marcel Leonardi, professor da Fundação Getúlio Vargas, teme a insegurança. “O sistema ignora o princípio básico de você ter credenciais diferentes para finalidades distintas para que, em caso de falha, o sistema inteiro não se comprometa. Basta pensar: você não usa a mesma chave para o carro e a casa”, diz Leonardi. “Afinal, você não vai querer acordar casado com uma estranha porque hackearam o seu RIC”, brinca.

O diretor do Instituto Nacional de Identificação (INI) da Polícia Federal, Marcos Elias Araújo, explica que o chip não armazenará todas as informações. “A única coisa que ele vai ter são os dados que já estão no RG e links para as bases de dados.” O fato é que esses links levariam a diferentes bases de dados. Mesmo assim, o governo diz que o documento é seguro. “Você pode pegar toda a estrutura de segurança do atual RG e multiplicar por mil”, diz Favetti. Para Renato Martini, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), órgão ligado à Casa Civil, o que garantirá a segurança do novo sistema é a biometria. “O nome estará vinculado às digitais de forma unificada em todo o território nacional. O brasileiro não poderá mais ter 15 identidades. Isso mata as fraudes.”

O ITI quer que o chip tenha um certificado digital. Ele funcionaria como uma assinatura eletrônica que permitiria acessar serviços como voto em trânsito pela internet. “Estamos migrando para a vida civil eletrônica. Todos os sistemas do governo estão se tornando digitais”, diz Martini. “Não existe exercício de direito que não se anteceda por uma forma de identificação. Qualquer direito que você for exercer, você antecede esse ato com uma identificação”.

O problema é que o certificado digital encarece muito o documento – enquanto a carteira comum sairia por cerca de R$ 15, o certificado elevaria o preço para até R$ 150.A solução proposta pelo governo é a que a certificação seja opcional. Quem quiser, paga. “Não será um serviço doado como a carteira”, diz Favetti.

“A questão é: até que ponto esse certificado será obrigatório? O País já tem várias dificuldades, e o preço do certificado é proibitivo”, alerta Alexandre Atheniense, advogado especializado em tecnologia da informação. “Isso está criando um mercado para as certificadoras.” A expectativa do governo é que o valor caia com a adesão em massa.

Os Desafios da Venda de Produtos Digitais

A economia digital atualmente está tão promissora quanto desafiadora, e obriga as pessoas a repensarem o modo como os produtos são produzidos, distribuídos e vendidos. Para compreender completamente o potencial da economia digital e antecipar os futuros desafios, é de extrema importância considerar e entender a natureza econômica particular dos produtos digitais.

Os produtos digitais são diferentes de qualquer outro produto físico e em alguns casos se parecem mais com serviços que exatamente como um produto.

Produtos digitais reúnem várias características particulares e interessantes. Vejamos algumas delas:

  • Os produtos digitais não apenas possuem informações como os produtos físicos, mas eles próprios são informações.
  • Os produtos digitais são infinitamente duráveis, e por isso não sofrem depreciação.
  • O custo de duplicação de um produto digital é virtualmente zero, portanto isso afeta de maneira dramática sua precificação.
  • O custo de distribuição de um produto digital também é zero, e isso também afeta diretamente a precificação, pois uma vez comprado, ele pode ser distribuído e repassado.

Os gigantes da Economia digital

Apple: A empresa, com o iPod, iPhone, iPad, iTunes, tem uma grande linha de receita, derivada totalmente da venda de MP3 (o carro chefe), videos, livros, e aplicativos para sua plataforma. O sucesso da Apple foi conseguir criar todo um ecossistema para distribuir conteúdo em seus dispositivos.

Amazon: Com o Kindle, e sua grande capacidade de atrair autores, a Amazon é a líder do mercado de venda de livros e recentemente a venda dos livros digitais ultrapassou a venda de livros físicos em sua plataforma. Hoje, falar de produtos digitais, sem mencionar a Amazon é ignorar a empresa que provavelmente inaugurou este mercado.

E então, quais as recomendações?

Ficam alguns pontos de atenção para quem pretende entrar no mercado e vender produtos digitais:

  • Disponibilidade – Um dos segredos sucesso das plataformas de distribuição de produtos digitais é a facilidade de acesso ao conteúdo e os modelos self service. Compras de conteúdo digital geralmente ocorrem por impulso e o usuário na maior parte das vezes quer consumir aquele pacote de informação imediatamente.
  • Experiência – Você não está vendendo apenas um pacote de bits, o negócio de produtos digitais é mais focado em experiências do que em venda de informações. Porquê alguém compraria um aplicativo que emula a revista anima os gráficos de conteúdo, quando o conteúdo já está disponível na web? A Wired para iPadcriou uma experiência multimídia rica, ao invés de apostar apenas na venda de conteúdo.
  • Percepção – Muitas vezes o formato do produto ajuda a aumentar a percepção de valor do mesmo. Usuários tendem a estar mais dispostos a comprar um aplicativo com as mesmas informações do que a pagar para ler a mesma informação em um website. Oferecer uma percepção de valor agregado sobre o conteúdo é um dos segredos da estratégia de produtos digitais bem sucedidos.

Diferença entre Wirelless, Wi-Fi e Bluetooth

Wireless

Wireless é a denominação para qualquer tecnologia de transmissão que funcione sem fio (Wi-Fi, Bluetooth, satélite, etc.) Sua utilização é mais comum hoje em dia para identificar a rede Wi-Fi.

Wi-fi

A tecnologia Wi-Fi foi desenvolvida para permitir a criação de redes de dados (LANs ou local area networks) via rádio. Isso significa que, através dessa tecnologia, muitos desses fios que vemos espalhados hoje pelos escritórios e prédios comerciais vão para o espaço. Numa rede Wi-Fi o elemento principal é o wireless router, que é o aparelho responsável por transformar o tráfego da rede em ondas de rádio, criando assim a rede Wi-Fi. Os demais computadores também equipados com placas de rede wireless, sintonizam nesse sinal de rádio emitido pelo wireless router e conseguem compartilhar dados e informações.

Bluetooth

O padrão Bluetooth, criado pela Ericsson, em parceria com a IBM, Intel, Nokia e Toshiba, traz como propósito resolver um antigo problema de conectividade entre aparelhos domésticos, portáteis ou de informática: os fios. Muito em breve, será possível acionar o alarme do carro através de Bluetooth, assim como controlar o volume do receiver da sala. A grande verdade é que o Bluetooth veio para acabar de uma vez por todas com o infra-vermelho, que já pode ser considerada uma tecnologia obsoleta e tecnicamente esgotada.

Muitos dos aparelhos que hoje se conectam via cabo (impressoras, mouses, monitores, etc) passarão a conectar via Bluetooth (sem fios) e muitos dos aparelhos que hoje contam com recursos de infra-vermelho (controles remotos, celulares, antigos PDAs) passarão a ser compatíveis com o padrão Bluetooth. Veja abaixo alguns celulares disponíveis no mercado que já contam com a tecnologia.

Ou seja,o wi-fi foi projetado para redes na sua essência, já o bluetooth foi projetado para substituir o infra-vermelho, e todos os fios que interligam dois dispositivos no pc!

sábado, 21 de agosto de 2010

COMPUTAÇÃO NAS NUVENS


A grande tendência do momento é este termo “computação nas nuvens” ou “cloud computing” (em inglês).

Este termo surgiu pelo fato de a computação estar mudando de rumo, hoje você não vê mais como antigamente aquela vontade imensa de comprar um super computador, hoje o que você mais precisa, e o que mais precisará futuramente, será de mobilidade, portabilidade. Com isto os “super computadores” terão os seus destinos a quem realmente os precisa, mas os usuários comuns não os precisarão mais, tudo será baseado na internet, como hoje já está sendo feito, o grande centro das atenções nos dias atuais é a internet, em alguns anos, talvez meses, você utilizará seu computador na internet, terá o espaço que precisar para guardar seus arquivos como documentos, fotos, vídeos e músicas na internet. Além disto, os softwares que você utiliza também estão na internet, como há pouco tempo a Adobe lançou o Photoshop na versão web.


Preço dos computadores cairá

Computadores terão o preço reduzido, cada vez mais o preço das máquinas cairá devido ao fato de que um computador para acessar a internet não necessita de muitos recursos, basta ter um processador simples, um pouco de memória que você estará satisfeito com o resultado, com isto, você terá mais mobilidade, pois os celulares da nova geração (3G) tem acesso à internet, e você poderá acessar os seus arquivos e documentos de qualquer lugar através da conexão a internet oferecida por seu celular.


Os sistemas operacionais

Com esta nova tendência quem ganhará força será o sistema operacional LINUX, pois com a pouca necessidade de recursos, a maior sendo um browser, fará com que grandes empresas como Microsoft comecem a ter preocupações quanto a seu futuro. Há grande necessidade de se estar conectado fará com que softwares como sistemas operacionais e outros tendam a migrar para a internet, tornando o “desktop” de sua máquina online, e assim os sistemas que estarão rodando nas máquinas sejam apenas para suportar seu browser.


Quem já está na frente?

Adivinhem quem está na frente de pesquisas sobre o assunto? Mas nem que eu me enforque eu digo (Google). (rsrsrs).
O Google já pesquisa informações sobre este novo assunto, e o que tudo indica será o promissor deste termo. Com grande capacidade de investimentos em visão ao usuário, o Google deverá ser o pioneiro a lançar serviços e utilitários na internet. Com sua grande experiência em se tratando de usuário (Orkut) o Google já disponibiliza de alguns serviços interessantes como: depósito de vídeos (YouTube), gerenciador de documentos (Google Docs.), agenda de compromissos (Google Calendar), serviço campeão de e-mails (Gmail), serviço de mapas (Google Maps), Blogs (Blogger), entre outros serviços.
Para você ter noção do avanço do Google, saiu em matéria no Jornal da Globo (06/05) que o Google compra cerca de uma empresa por semana, a última aquisição foi a Doubleclick, pra ampliar as vendas de publicidade, o que, por enquanto, é a maior fonte de renda do Google.


Custo da internet

Com este grande avanço o que se espera é que o custo da internet baixe devido ao fato de massas necessitarem de acesso. É claro que aqui no Brasil ainda teremos que pagar por acesso a internet, por uns bons anos, possivelmente para sempre, mas isto não é problema, o problema será se o Brasil terá capacidade para suportar quase toda a população conectada simultaneamente.

Fonte: Site Ofina da Net

Projetos de TI devem suportar a estratégia empresarial

Os profissionais de TI precisam entender do negócio para poderem escolher as soluções mais adequadas, defende especialista Mário Trentim, leia:


A carreira do profissional de TI começa com muito entusiasmo pela parte técnica, desejo de aprender novas tecnologias e a grande vontade de explorar o mundo e inovar (gerações Y e Z). Conforme o profissional vai amadurecendo, sente a necessidade de ter não apenas uma visão técnica e experiência em tecnologias, mas também de adquirir conhecimentos de negócio.

É neste momento que surge a necessidade de especializações, como os famosos MBAs, que são um grande diferencial, visto que os profissionais de TI, gerenciamento de projetos e engenharias já possuem normalmente várias qualificações técnicas e certificações. O planejamento estratégico permite o alinhamento dos projetos da empresa com sua missão e objetivos, viabilizando o sucesso em atingir a visão. E o que isso tem a ver com TI? Tudo.

Os profissionais de TI precisam entender o negócio da empresa para poderem escolher as soluções mais adequadas e as explicar para os gestores. Muitos se queixam de que os seus projetos foram interrompidos, mas a grande verdade é que a maioria dos projetos é um total desperdício de recursos. Um livro interessante a respeito do assunto é “Escritório de Projetos Avançado”, em que Ricardo Mansur trata do tema planejamento estratégico de TI e Escritório de Projetos.

Entendendo a Estratégia da Empresa

Michael Porter diz que a lucratividade deve permear os objetivos da empresa em sua estratégia, ao passo que Tom Peters ressalta a importância de se ater ao core business na busca da excelência (foco e simplicidade).

Porter ainda diz que uma estratégia saudável começa com um objetivo correto, ambos ligados à busca de lucratividade superior. Se o objetivo é qualquer outro que não a lucratividade (ser grande, líder em tecnologia etc), sua empresa corre riscos.

Afinal, as empresas foram criadas para dar lucro aos seus donos e acionistas. Mantenha os olhos nesta big picture para não se perder nos detalhes (produto, tecnologia etc). Isto é, toda infra-estrutura de TI, suporte, redes e comunicação, devem ser adequados aos objetivos estratégicos da organização e devem atender a seus requisitos da maneira mais eficiente. Portanto, sempre se pergunte: precisamos realmente implantar algo novo? A outra pergunta seria: quais as novidades que podem nos ajudar a solucionar nossos problemas de modo mais eficiente?

Gerenciamento de Projetos

Costumo dizer que o trinômio Estratégia – Qualidade – Projetos é a base do diferencial competitivo para as empresas no século XXI. O planejamento estratégico e metodologias como BSC deram um norte e um caminho a ser perseguido pelas organizações. Já a gestão da qualidade mudou o foco dos problemas para as soluções, prevenindo os erros e buscando melhorias para as partes interessadas, principalmente os clientes. E os projetos? As metodologias de gerenciamento de projetos concretizam o planejamento da empresa em resultados reais. Por que ter uma metodologia? Porque ela garante consistência nos resultados, repetitibilidade e permite desenvolver ativos de inteligência organizacional - o que irá melhorar o aprendizado corporativo, estimativas para os próximos projetos e consolidar as melhores práticas dentro da organização.

Qual o papel da TI?

Estamos numa transição da Era da Informação para a Era da Cognição. Existe tanta informação disponível que às vezes é complicado garimpar o que é realmente importante. Esse é o papel da cognição. As pessoas agora precisam não apenas ter conhecimento, mas saber como buscar e filtrar informações e precisam saber pensar, relacionar os dados obtidos e inventar melhores maneiras de utilizar essas informações. O papel da TI é viabilizar esse processo, auxiliando a interação e comunicação, além do armazenamento e filtragem de dados. Obviamente, os requisitos de segurança e confiabilidade estão aumentando e é preciso expandir nossa visão técnica.

Simulador de Corrida F1 com o Carro Inteiro!


Se você sempre sonhou em ser piloto de corrida, mas não tem nem carteira de habilitação, vai ficar maluco com este simulador da BRD Simulation.

O BRD 06 Full Car Motion Simulator vem com um carro de corrida inteiro, completo com movimentos realistas, força G e deslocamentos de velocidade. O carro tem chassis monobloco de fibra de carbono apoiado numa plataforma de aço, volante estilo F1 com tela LCD e pedais também em estilo Formula 1.

O BRD 06 Full Car Motion Simulator vem com um computador PC modificado, três monitores de 24 polegadas e sistema de som 5.1 surround, além de assento Nomex F1 e pneus/rodas F1. E para deixar a experiência ainda mais realista o simulador BRD 06 pode vir equipado com uma máquina de fumaça.

O preço do BRD 06 Full Car Motion Simulator não é informado, mas já dá para perceber que deve ser extremamente caro. Mais informações no site da BRD Simulation.

Um Leitor de E-Books em Braille



Hoje em dia pessoas com deficiência visual que gostem de livros podem ler edições em braille e escutar audiobooks, mas isso limita bastante a oferta de títulos. Pensando nisso, os designers Seon-Keun Park, Byung-Min Woo, Sun-Hye Woo e Jin-Sun Park criaram este conceito para um leitor de e-books que pudesse reproduzir cada página em braille.

Isto seria possível graças a tecnologia EAP que mudaria a superfície da página de forma dinâmica com um impulso eletromagnético para formar o texto em braille. Apesar de ainda ser um conceito, este leitor de e-books em braille pode se tornar uma realidade em breve.

Um Conceito para um Celular em Braille


O Braille Concept Phone é conceito de um celular tátil para usários com problemas visuais. Ele teria uma “tela” em relevo que mostraria as letras em braille e retornaria ao normal quando não estivesse em uso. O designer Seonkeun Park diz que sua ideia poderia funcionar com um plástico ativado por eletricidade (EAP, Electric Active Plastic) para reproduzir os caracteres em braille. Só nos resta torcer para ele se tornar realidade o quanto antes.

Sistema Multi-Monitores da Samsung e AMD


A Samsung e a AMD têm uma excelente solução para quem precisa trabalhar com vários monitores ao mesmo tempo. Usando uma placa ATI Eyefinity e um suporte especial, você pode escolher se prefere um sistema com três ou seis monitores Samsung Syncmaster MD230.

O monitor MD230 tem tela de 23”, tempo de resposta de 8 ms, taxa de contraste de 3000:1, resolução FullHD 1920 x 1080p e uma borda que mede apenas 7.6 mm. Este sistema com vários monitores pode ter uma resolução total de 5760 x 2160 pixels.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acesso não autorizado a redes sem fio e a legislação brasileira

Tempos atrás fui consultado em relação à legalidade ou não da prática do wardriving e do warchalking. Até então, eu sabia da existência de tais condutas, mas desconhecia que já haviam sido batizadas.

Wardriving é, basicamente, uma prática em que, na direção de um veículo pelas ruas da cidade, munido de um notebook equipado com uma placa de rede sem fio, parte-se em busca de redes wi-fi (wireless fidelity) abertas ou que possuam falhas na sua segurança, com o intuito de acesso à Internet de forma gratuita.

Warchalking é um termo criado para designar a ação de marcar com giz, ou de alguma outra forma visível aos transeuntes, a presença de pontos de Internet a radio (wi-fi) que têm redes inseguras ou abertas, já previamente detectadas pela prática do wardriving. Foram criados, inclusive, adesivos e símbolos para difusão das informações.

Sem nos aprofundarmos na parte técnica das condutas, após rápida navegada pela web percebemos que são práticas bastante difundidas nos Estados Unidos e em diversos países, inclusive no Brasil. A ação é tão conhecida que no dia 03 de novembro de 2001 foi criado o Dia Mundial do Wardriving, comemorado anualmente naquela data. Uma busca simples pelo Google trará diversos resultados com páginas bem interessantes.

Vamos iniciar nossa análise, a fim de que possamos concluir sobre a legalidade ou não de tais práticas. Nossa primeira análise vai partir de nossa Constituição Federal.

I. Legislação vigente

O inciso X do artigo 5º da Constituição da República prevê a inviolabilidade do sigilo das correspondências e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e nas formas que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

Este inciso protege um direito fundamental de suma importância para a análise do presente assunto. Ele trata, no âmbito do nosso estudo, da inviolabilidade do sigilo das comunicações de dados, ou seja, o sigilo de toda e qualquer transmissão de dados é protegido por lei e, conseqüentemente, não deve ser violado.

Partindo desta informação inicial, chega-se à simples conclusão de que a interceptação de dados de terceiros, quando não autorizada judicialmente (nos casos previstos em lei) é ilegal, seja por qual meio for. Assim, a prática não autorizada pela Constituição é a de violar o sigilo de transmissão de dados, como ler um e-mail alheio, por exemplo, tema controverso que será abordado no próximo artigo.

A Constituição protege o sigilo das informações que estão sendo transmitidas por ambiente eletrônico. Mas e se nenhum dado de terceiros for violado? A prática do wardriving e a do warchalking, em teoria, não engloba a invasão de dados de terceiros, somente, em tese, a utilização de sua rede wi-fi para acesso à Web. Temos de partir para uma melhor especialização e análise de leis infraconstitucionais, como o Código Penal, por exemplo. O artigo 153 prevê que “divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem” configura um ilícito penal. Entendemos que tal prática se aproxima da conduta não autorizada pela Constituição da República (violar sigilo de transmissão de dados), sem também se aproximar da prática do wardriving ou do warchalking. Mas devemos explorar melhor a legislação de nosso país, que, infelizmente, é bastante pulverizada e extensa.

Há quem defenda, e eu ouso discordar, que o artigo 155 § 3º do Código Penal (Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa móvel alheia. § 3° Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.) poderia ser aplicado ao caso, mas tal opinião vai contra nosso entendimento, pois a lei se refere à energia elétrica ou outro tipo de energia que tenha valor econômico. É cristalina a diferença entre energia e ondas de rádio, sendo, portanto, ao meu ver, inaplicável tal dispositivo legal. Entendo que a intenção do legislador foi a de proteger quaisquer outros tipos de energia que por ventura viessem ou venham a ser criados.

Analisando a Lei 9.296/96, que trata da interceptação telefônica, o parágrafo único do artigo 1° nos traz que o disposto naquela “lei aplica-se à interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática”. Há discussão em relação à constitucionalidade deste parágrafo único, pois o texto da Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 5°, inciso X, traz que somente poderia haver interceptação legal no caso das comunicações telefônicas, sendo que para esta corrente, seria ilegal a interceptação de dados informáticos, mesmo com autorização judicial.

Também não é nosso objeto tal discussão, pois o que nos interessa é o artigo 10 da Lei de Interceptação Telefônica (Lei 9.296/96), que dispõe que “constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou de telemática (…) sem autorização judicial”.

A expressão “interceptar” parece ter sido utilizada de forma menos abrangente que a “intenção” da lei, pois nos traz o sentido de interromper, obstar, impedir, apoderar-se do que é dirigido a alguém, mas a prática e a análise do “animus” do legislador nos levam a entendimento contrário. É só pensar numa “interceptação” telefônica. Sabemos tratar-se somente de uma “escuta”, com ou sem a gravação da conversa, sem conhecimento dos que estão sendo “gravados”, sem interromper ou perder algum dado da ligação. E da mesma forma deve ser pensada a interceptação de dados informáticos.

Assim, para os que entendem ser constitucional a interceptação de dados de informática e telemática (Luis Flávio Gomes e Guilherme de Souza Nucci) tal conduta sem autorização judicial configura o crime do artigo 10, e da mesma forma, seguindo os ensinamentos dos nobres doutrinadores que defendem a inconstitucionalidade (Vicente Greco Filho e Luiz Francisco Torquato Avolio), a interceptação sem autorização também estaria tipificada pelo mesmo artigo 10 da Lei. 9.296/96. Por este motivo que a discussão em relação à constitucionalidade da lei nos parece ser inerte em nosso estudo atual, apenas no que se refere ao tema abordado.

Importante atentar para o fato de que a tipificação acima diz respeito às situações em que há interceptação de dados que estão sendo transmitidos ou recebidos pela suposta vítima. Os praticantes do wardriving e do warchalking se defendem com o argumento de que não acessam dados da vítima, somente fazem uso de sua conexão de Internet, imaginando que tal conduta não prejudica ninguém.

Vez por outra a mídia noticia sobre ligações clandestinas (“gatos”) em TVs a cabo. Será que há alguma semelhança entre as condutas objetos deste estudo e a “GatoNet”? Entendemos que sim, pois em ambas, teoricamente, a vítima não é prejudicada (no caso da Internet, a velocidade de conexão da vítima poderá ser prejudicada nos momentos em que o intruso a utiliza), só estaria pagando para que um “mais esperto” utilize eu serviço, que normalmente não é barato.

Em que pese serem condutas muito parecidas, há entendimento pacifico em relação à prática do “gatonet”, configurando-a como crime. Porém, em relação ao wardriving sem acesso a informações e dados da vítima, não há corrente majoritária bem definida. Muitos defendem a corrente de equiparação ao furto de energia que tenha valor econômico. Parece que esta tese é bem aceita pelo Judiciário, apesar de aparentemente não condizer com a realidade.

II. O projeto de lei

Ademais, importa salientar que existem diversos Projetos de Lei tratando sobre Crimes Eletrônicos, porém três dos mais importantes [Projeto de Lei da Câmara (PLC) n° 89, de 2003 (n° 84, de 1999, na origem), e os Projetos de Lei do Senado (PLS) n° 137, de 2000, e n° 76, de 2000] foram unidos em um único PLC, atualmente em trâmite no Senado Federal, sob n.° 89/2003.

Neste projeto, que deveria ter sido votado no primeiro semestre de 2007, conforme promessas do Relator do Projeto, o Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), há a previsão de que a conduta tratada neste artigo passe a ser considerada crime, criando o artigo 339-A no Código Penal Brasileiro:

Art. 339-A. Acessar indevidamente, ou sem autorização, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem fornece a terceiro meio indevido ou não autorizado de acesso a dispositivo de comunicação ou sistema informatizado.
§ 2º A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se vale de anonimato, de nome suposto ou da utilização de identidade de terceiros para a prática de acesso.

Alguém deve estar imaginando: Quem seria louco de sair com um notebook na rua e ficar dentro de um veículo navegando na Internet, se expondo ao risco de ser assaltado, só para poder economizar com um serviço de Internet? Eu mesmo respondo: Esta conduta facilita a ação de crackers e outros criminosos “virtuais” do ambiente eletrônico, fazendo com que a sua localização se torne quase que impossível, facilitando diversas condutas criminosas.

Importa salientar que há formas, bem simples, de proteger sua rede wi-fi, por meio da utilização de criptografias. A maioria dos equipamentos à venda no mercado nacional e internacional traz este dispositivo.

III. Conclusão

Após pesquisa e leitura de diversos autores, pude formar a minha opinião no sentido de que as práticas do wardriving e do warchalking, apesar de serem não éticas e não recomendadas, ainda não se encontram tipificadas como crime na legislação vigente no Brasil. Importa salientar que há entendimentos contrários, inclusive de Delegados de Polícia e de Magistrados que continuam a entender tratar-se de “furto de sinal”, e, em que pese a dificuldade de flagrar alguém na conduta, e o fato de a instauração de procedimento policial de investigação depender de “queixa” da vítima, continuo desaconselhando a prática do wardriving e do warchalking.

Aguardemos, então, a provável aprovação da Lei de Crimes Eletrônicos.


Postado por Rafael Corrêa em Direito & Tecnologia, Redes & Telecom, TI Corporativa

domingo, 15 de agosto de 2010

Notion Ink Adam: Vem Aí Mais um Concorrente do iPad!


O tablet Adam da empresa indiana Notion Ink deve ser lançado ainda este ano nos Estados Unidos. Ele vai ser enviado em novembro ao FCC (Federal Communications Commission) e será lançado assim que estiver certificado. A interface foi criada pela própria Notion Ink, que também desenvolveu um SDK para os desenvolvedores.

O Adam tem processador Nvidia Tegra 2, uma tela transflexiva de 10.1″ da Pixel Qi para mostrar vídeos em alta definição (1080p) e a sua opção entre conectividade 3G ou Wi-Fi. Ele também deve ter versões com tela LCD.

Os preços vão variar de US$ 399 a US$ 498, dependendo da configuração. Saiba mais em http://notionink.wordpress.com/2010/08/12/inception/

Abraços


domingo, 8 de agosto de 2010

Por que Business Intelligence?

O grande desafio de todo indivíduo que gerencia qualquer processo é a análise dos fatos relacionados a seu dever. Esta análise deve ser feita de modo que, com as ferramentas e dados disponíveis, o gerente possa detectar tendências e tomar decisões eficientes e no tempo correto. Com essa necessidade surgiu então o conceito de Business Intelligence.

Há milhares de anos atrás, Fenícios, Persas, Egípcios e outros Orientais já faziam, a seu modo, Business Intelligence, ou seja, cruzavam informações provenientes da natureza, tais como comportamento das marés, períodos de seca e de chuvas, posição dos astros, para tomar decisões que permitissem a melhoria de vida de suas comunidades.

A história do Business Intelligence que conhecemos hoje, começa na década de 70, quando alguns produtos de BI foram disponibilizados para os analistas de negócio. O grande problema era que esses produtos exigiam intensa e exaustiva programação, não disponibilizavam informação em tempo hábil nem de forma flexível, e além de tudo tinham alto custo de implantação.

Com o surgimento dos bancos de dados relacionais, dos PC's e das interfaces gráficas como o Windows, aliados ao aumento da complexidade dos negócios, começaram a surgir os primeiros produtos realmente direcionados aos analistas de negócios, que possibilitavam rapidez e uma maior flexibilidade de análise.Os sistemas de BI atuais têm como características:Extrair e integrar dados de múltiplas fontesFazer uso da experiênciaAnalisar dados contextualizadosTrabalhar com hipótesesProcurar relações de causa e efeitoTransformar os registros obtidos em informação útil para o conhecimento empresarialÀs vezes fico imaginando como seria, alguns anos atrás, a difícil tarefa de alguns executivos tomarem uma decisão que poderia mudar os rumos da organização, tendo como base um curto espaço de tempo e uma enorme variedade de informações. Neste período, o BI (Business Intelligence) era tratado como um luxo dentro das empresas e a solução que ele prometia muitas vezes era vista com desconfiança. Mas o tempo passou; as empresas, os processos e os sistemas evoluíram. Como consequência, o BI também evoluiu, perante as exigências da globalização e da economia.Hoje as ferramentas de BI são a "chave-mestra" em qualquer companhia. Se há dez anos as empresas apostavam em aquisições para alavancar seu crescimento, hoje nota-se uma tendência para o crescimento organizacional com base no negócio, algo que só é possível com essas ferramentas. As empresas procuram cada vez mais responder às necessidades dos clientes sem serem intrusivas. Com isso, gerou-se uma cadeia de valores muito forte que impulsionou os negócios.Neste caso, mais uma vez o mercado ditou as regras. Tornou-se essencial a existência de um sistema confiável, simples e acessível para a análise das informações. A quantidade de conhecimento precisou ser ajustada inversamente à quantidade das informação para análises, e neste contexto o BI tem se dado muito bem.Hoje em dia é muito difícil para uma empresa conseguir sobreviver sem alguma ferramenta de BI. Elas necessitam mais do que nunca de um sistema de suporte à decisão eficaz e relevante, que tenha condições de gerir uma unidade de negócio de forma continuada para quase todos os níveis ou áreas da empresa. Por isso, para alguns setores como telecomunicações, bancos, seguros, cartões de crédito ou outro tipo de negócio que envolva um volume muito grande de informação, o uso destas soluções em BI torna-se cada vez mais essencial para sua sobrevivência no mercado.As vantagens que advêm da utilização desta soluções têm a ver com o acesso a informação de qualidade que permita que as empresas conheçam melhor a sua realidade, quer seja interna, quer seja voltada para o exterior, permitindo-lhes obter indicadores preciosos para melhorar o desempenho da sua atuação e a inovação tão necessária ao seu crescimento.Costumo sempre fazer uma análogia para as pessoas que me perguntam sobre a diferença de um sistema de informação convencional e um BI. Digo que um sistema do tipo transacional é como um restaurante, onde o garçom lhe traz um cardápio e você precisa escolher um prato que já está pronto. Já num sistema self-service (BI), você pode optar por escolher o que lhe agrada e na quantidade desejada.Vejamos agora o lado do cliente. Ninguém gosta de ser incomodado por vendedores que tentam empurrar um produto que não lhe interessa. No entanto, se alguém nos aborda no momento exato em que procuramos um produto ou um serviço, com certeza vamos agradecer. Então, num mercado onde temos uma extrema competitividade, estar no lugar certo e no momento certo é fundamental para o sucesso de uma empresa - e o BI vem para suprir esta deficiência.Os ganhos na utilização destas ferramentas são enormes, pois os usuários contam com uma maior rapidez no acesso às informações, na automatização de processos de reporting e na descentralização do acesso à informação. Mas uma das maiores vantagens é a existência da uniformização da informação, permitindo uma verdade única dentro da organização, garantindo assim que todos trabalhem com a mesma realidade.Temos ainda a possibilidade de poder ver de modo gráfico e simplificado a atividade da empresa, o seu desempenho, potenciais riscos ou desvios do planejado, bem como a capacidade de obter indicadores de gestão, são outras das grandes vantagens que estas soluções trazem às empresas. Existem ainda vantagens a curto prazo, tais como a detecção de fraudes, análise de impacto das decisões tomadas e informação que sustente correções imediatas.Muitos projetos de BI acabam mesmo antes de começarem, por questões de custos. Mas esta linha de pensamento por parte de alguns executivos é um erro, e em muitos casos o resultado é aquele que conhecemos: a solução mais barata funcionou por um período, mas não supriu as necessidades da empresa ao longo do tempo, e mais uma vez perdeu-se tempo e dinheiro.Minha recomendação neste sentido é olhar Business Intelligence não como um custo, mas como um investimento que pode dar bons frutos a médio e longo prazo.Abraços a todos e até a próxima

NOVAS CEDÚLAS QUE SERÃO IMPRESSAS PELO GOVERNO BRASILEIRO

sábado, 7 de agosto de 2010

O Facebook vai bater o Google


Como um site de relacionamentos pode se tornar protagonista e arquiteto da internet do futuro: uma web social

Epoca Negócios, Renan Dissenha Fagundes


O social como padrão da internet. É isso que Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, quer. Na quarta-feira (21), durante a conferência de desenvolvedores do Facebook (F8), a empresa apresentou novidades que deixaram claro que seu objetivo é ser a principal arquiteta da internet do futuro. O Facebook quer que a experiência social da web seja incorporada ao uso cotidiano de sites. Mas o que isso significa? Como pode mudar o funcionamento da internet e colocar a empresa na posição de protagonista da história virtual?

O primeiro passo para a internet supersocial de Zuckerberg é permitir que sites saibam do que você e seus amigos gostam - todos os sites, não apenas o Facebook. No mundo ideal de Zuckerberg, todos as páginas da internet terão um botão de "gosto", ligado ao Facebook. Lendo a resenha de um filme, ou de um restaurante, você poderá descobrir que outros amigos já estiveram naquela página e favoritaram aquele conteúdo - tudo no próprio site em que estiver, sem precisar acessar o seu perfil da rede social. O mesmo vale para notícias, blogs, músicas: as conexões sociais não vão mais existir apenas entre pessoas, mas também entre lugares, marcas.

Basicamente, Facebook está pegando dados do fluxo de informações infinito da internet e aplicando de volta na web, de uma forma que eles não sejam perdidos. "O fluxo é efêmero. Ele está lá algumas horas e depois a maior parte disso flutua para longe. Serviços não entendem as conexões semânticas entre você e aquele restaurante", disse Zuckerberg. Agora eles poderão entender. A ideia é que você receba recomendações a partir de coisas que gostou e de que seus amigos gostaram.

Esse não é um conceito totalmente novo. A rede social Last.fm, por exemplo, faz recomendações musicais baseada no cruzamento de dados do que você ouviu ou que seus contatos - e também pessoas desconhecidas - ouviram. A diferença do Facebook é a amplitude do projeto - a web inteira - e o fato de que a empresa realmente tem tecnologia e massa crítica para que isso funcione. Segundo dados do comScore, o site está perto da marca de 500 milhões de visitantes únicos, número de pessoas diferentes que acessaram o site em um mês. Foram 484 milhões em março de 2010. Nos EUA, o Facebook só tem menos visitantes únicos que o Google. E continua crescendo.

Segundo a empresa, essa mudança pode ser tão importante quanto a invenção do hyperlink, o sistema de ligar páginas que permite a existência da web. Claro que uma empresa que só existe por conta da parte do social da web vai defender esse discurso contra a dominância dos links, área que pertence ao Google e seu mecanismo de buscas. O Google é principal problema no caminho do Facebook. É o Google quem dita as regras hoje: um site precisa aparecer nos resultados de busca do Google para existir, ou é ignorado pelos internautas. Além disso, a empresa possuiu um modelo de negócios baseado em publicidade online seguro e lucrativo. O modelo Facebook - apesar de Zuckerberg afirmar que a empresa está no azul desde setembro de 2009 - não é tão sólido.

Ainda. A nova internet social imaginada por Zuckerberg também deve, modificar a plataforma publicitária da empresa. O Facebook já coleta informações sobre seus usuários. Isso é extremamente importante no mercado publicitário, pois permite a criação de anúncios para públicos hiperespecíficos - empresas anunciantes falam diretamente com as pessoas que lhes interessam. O Google, mesmo com serviços como o Gmail, o Google Docs e o Picasa, não consegue fazer isso tão bem. Segundo Bret Taylor, do Facebook, os usuários da rede social compartilham mais de 25 bilhões de coisas por mês. A empresa esperava que o novo botão "gostar" fosse usado 1 bilhão de vezes só nas primeiras 24 horas de existência. Com informações de toda a web, as propagandas do Facebook devem se tornar ainda mais customizadas e direcionadas.

Se conseguir convencer o mundo de que pessoas são mais importantes do que links, o Facebook pode se tornar o novo gigante da publicidade online. Com um modelo de negócios sólido, poderá realmente ser o líder da construção do futuro da internet.